segunda-feira, 1 de Maio de 2017

 


Aumento dos tempos de espera na saúde comentados pelo primeiro-ministro






O primeiro-ministro recusou hoje que Portugal esteja a viver em condições de subdesenvolvimento na área da saúde, apesar das restrições financeiras. E defendeu que não há redução de bolsas.

"Não vivemos nenhuma situação de anormalidade", disse Passos Coelho, durante o debate quinzenal no Parlamento. O chefe do Executivo respondia à deputada dos Verdes, Heloísa Apolónia, que acusou quis ouvir da parte do primeiro-ministro um comentário ao "estado de absoluto subdesenvolvimento a que estamos a assistir". A deputada da oposição citou antes notícias recentes que davam conta dos aumentos dos tempos de espera na saúde.

Passos adiantou que forma feitas mais 20 mil cirurgias e mais 2,6% de consultas externas, apesar das restrições financeiras que levaram ao pagamento de dívidas no sector da saúde.

O líder do PS fez um ponto de situação dos tempos de espera de vários hospitais na manhã de hoje. "Eu não disse que estava tudo bem na saúde", respondeu Passos, acrescentando que António José Seguro se estava a aproveitar de "picos" de utilização dos serviços de saúde para traçar um quadro que na sua perspectiva não existe.

Os Verdes alternaram ainda para a redução das bolsas atribuídas. O primeiro-ministro disse que o Governo prefere apostar em bolsas associadas a projectos doutorais em vez de bolsas individuais. "As bolsas associadas a projectos doutorais implicam nos próximos três anos a atribuição de 1070 bolsas".