domingo, 23 de Abril de 2017

 



COLESTEROL ELEVADO? ACABE COM ELE NATURALMENTE

 

«Viva a vida com uma Saúde de ferro»

 

Portugal é um dos países da Europa com o maior número de Acidentes Vasculares Cerebrais. E o principal culpado é o (mau) colesterol, quando presente em níveis elevados no sangue. Reduzi-lo significa aumentar a saúde.

 

MAIS de 50% dos portugueses tem o colesterol elevado (segun­do a Sociedade Portuguesa, de Cardiologia, 54% dos portugue­sas apresentava, em 2003, valores acima dos 190 mg/dl), factor que pode ser tido como o principal responsável pelo primeiro lugar que Portugal ocupa, ao nível europeu, na ocorrência de Acidentes Vascu­lares Cerebrais (AVC).

O facto de as estimativas apon­tarem que, por cada 1 % de redução nos valores do colesterol, se reduz o risco de doença cardíaca em 2% evidencia a forte necessi­dade de reduzir para níveis nor­mais o colesterol. Até porque, ca­da vez mais se pode observar nas prateleiras dos supermercados ali­mentos sem ou com baixo teor de colesterol.

Contudo, este é um tema que continua a ser alvo de alguma controvérsia: afinal quais são os ali­mentos mais ricos em colesterol? O que é que é mais importante: o teor de colesterol nos alimentos ou a quantidade de gordura satu­rada ingerida (entenda-se má gor­dura)? Quais os limites de segurança? Devem ser ou não toma­dos medicamentos?

 

Colesterol - o que é?

O colesterol e produzido no fígado e serve de matéria-prima para as hormonas sexuais e ácidos bilia­res.

Encontra-se no sangue e em to­das as membranas das células do nosso corpo. Sem colesterol, mui­tas funções do organismo não se poderiam efectuar.

Os denominados lípidos no sangue são o colesterol, os triglicéridos e os fotolípidos. Estes circu­lam no sangue, ligados a proteínas, constituindo-se complexos denominados lipoproteínas, as quais podem variar em tamanho, composição e densidade.

As mais conhecidas são as lipo-

proteínas de baixa densidade (LDL) e as de alta densidade (HDL), havendo ainda outras co­mo as VLDL, as IDL e as Quilomica. Fundamental é abordar quais os parâmetros que aparecem nas análises e qual o seu significado.

 

Como medir o seu colesterol Actualmente, há pequenos aparelhos portáteis que fazem o teste, através da análise de uma pequena gota de sangue recolhida do dedo. Se o seu colesterol total for igual ou superior a 190 mg/dl, então deverá pedir ao seu médico uma requisição de análises ao perfil lipídico, pa­ra fazer em jejum e que inclui: coles­terol total, colesterol L-LDL, coleste­rol-HDL e triglicéridos.

 

O que fazer para se proteger

É verdade que o facto de uma pes­soa apresentar valores elevados do colesterol pode estar relaciona­do com factores hereditários. Con­tudo, na maioria dos casos, uma alimentação saudável, aliada a , pratica regular do exercício físico pode resolver o problema.

O colesterol contido nos ali­mentos faz aumentar o colesterol total e o colesterol-LDL, mas nu­ma percentagem menor do que a gordura saturada. E tendo em conta que se fala tanto na associa­ção gorduras e colesterol, impor­ta igualmente conhecer quais as gorduras benéficas e quais são as prejudiciais.

Gorduras poli-insaturadas - Ómega 3 e Ómega 6

Estas gorduras encontram-se, es­sencialmente, nos peixes gordos (Ómega 3) e nos óleos vegetais (Ómega 6 - óleos de girassol, milho, soja).

-       Os óleos dos peixes designam­-se Ómega 3 e tem a capacidade de baixar os triglicéridos, dimi­nuindo o risco de geral de doença cardíaca. Por esse motivo, a Asso-

ciação Americana do Coração re­comenda 0,5 a 1,8 g/dia de ácidos gordos Ómega 3 (EPA+DNA), quer sob a forma de cápsulas quer pelo consumo regular de pei­xe. Somente estes ácidos gordos essenciais parecem não baixar o mau colesterol (LDL). Contudo, quando associados aos Ómega 6, baixam significativamente as LDL e os triglicéridos.

Gorduras mono-saturadas: Azeite

No que respeita às gorduras monoinsaturadas, o azeite e dos ali­mentos mais ricos, seguidamente do óleo de amendoim. Quando, na dieta, se reduzem as gorduras as gorduras saturadas (carnes, lacticínios, etc.) por gorduras monoinsaturadas, os níveis de coles­terol total e as LDL reduzem signi­ficativamente.

Gorduras saturadas - elevam os níveis de mau colesterol

Para além de elevarem os níveis do mau colesterol, estas gorduras que tem como principais fontes os lacticínios gordos e as carnes estão associados a várias doenças.

Actualmente, as principais recomendações dos nutricionistas apontam para que se reduza a gordura total da dieta para me­nos de 30 por cento e para que, deste total, as gorduras monoinsaturadas representem 15 por cen­to, sendo os restantes 10 a 15 por cento divididos pelas gorduras polinsaturadas e saturadas.

Fibras no combate ao colesterol

As fibras baixam o colesterol total e as LDL. A acção hipocolesterolémica da fibra dietética deve-se, por um lado, a diminuição da absorção das gorduras e dos ácidos biliares carregados de colesterol e dos ácidos biliares carregados de colesterol; por outro, à produção de ácidos de cadeia curta que acontece devido à fermentação da fibra no intestino, tendo estes ácidos a propriedade de inibir a acção da principal enzima que sin­tetiza o colesterol, a HMG-CoA re­dutase.